Visitas Guiadas TNSJ | 2026 | Teatro Nacional São João | Sala Livre TNSJ | terça-feira | 21 jul 2026 | 12:30
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Sector
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P. Un.
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Livres
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Geral
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10,00€
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6
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O Grande Teatro do Mundo
Teatro Nacional São João
de Pedro Calderón de la Barca
tradução e notas de José Bento
prefácio de Guillermo Heras
Texto referencial de um género específico, o auto sacramental da Espanha seiscentista, esta é uma peça alegórica em um acto, sem estrutura temporal, de tema principalmente eucarístico, destinada a ser apresentada no dia do Corpo de Deus.
As personagens de O Grande Teatro do Mundo são, na sua maioria, de natureza simbólica, não lhes estando associada qualquer "construção psicológica". A ideia do mundo como uma contínua representação teatral ancora a sua essencialidade poética. Por detrás do veio ideológico/eclesiástico que a estrutura, e de uma fina análise de classes, sobressai o fulgor da poética calderoniana. A luxúria das suas metáforas e metonímias e o ritmo interno da versificação revelam um oratório cuja proposta é eminentemente lírica. Reconhecido divulgador da poesia espanhola clássica e contemporânea, o poeta José Bento (1932-2019) assina a tradução.
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A Morte de Danton
Teatro Nacional São João
de Georg Büchner
tradução, prefácio e notas de Francisco Luís Parreira
Mercier: Ouviste, Lacroix? A igualdade brande a sua foice por cima de todas as cabeças, escorre a lava da Revolução, a guilhotina republicaniza! As galerias aplaudem e os Romanos esfregam as mãos mas não dão conta de que cada um desses lemas é o estertor de uma vítima. Atentai nas vossas tiradas, agora que se fazem carne. Olhai em volta: isto é o que haveis dito. é a pantomima das vossas palavras. Estes desgraçados, mais os verdugos e a guilhotina, são as vossas arengas depois de ganharem vida. Haveis erguido os vossos sistemas como Bajazet as suas pirâmides: com cabeças humanas. Danton: Tens razão. Hoje tudo é feito com carne humana. é a maldição da nossa época. Agora também o meu corpo vai ser aproveitado.
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Uma Ideia de Justiça
Teatro Nacional São João
de Isabel Minhós Martins
Texto escrito para um espetáculo de Joana Providência, a seu convite, Uma Ideia de Justiça nasce de uma pergunta-mãe: "O que é a justiça?" Com a ninhada de perguntas dadas à luz, Isabel Minhós Martins conduz-nos por um percurso de dezasseis "quadros", onde a interrogação maior recai sobre o próprio corpo. "O corpo manifesta-se/ Escutemos o que tem para nos dizer." Através dele e dessa escuta, conta-se a história da luta pela justiça ao longo dos tempos, desse "rugido misterioso" que não nos abandona: "um leão? uma revolução? que rugido é este?" Tão narrativo quanto poético, interrogativo e solto, Uma Ideia de Justiça dá espaço à reflexão e à imaginação. Primeiro livro desta coleção dedicado aos públicos mais jovens, destina-se afinal aos leitores de todos os tamanhos que gostem de perguntas por companhia, perguntas para fazer caminho.
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A Cena
Teatro Nacional São João
de Valère Novarina
tradução e prefácio Isabel Morujão
ISAíAS ANIMAL: é verdade, ora diz-me lá, é mesmo verdade que a força que nos atrai e afasta nos faz ver o movimento amante do universo, e que quando estamos apaixonados encontramos num ápice o movimento estelar e a explosão asteróide - é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o universo, que cada parcela do universo é inteiramente magnetizada - é verdade, diz-me, é mesmo verdade que só o tempo explica a linguagem e que ele a expande em drama no espaço? é verdade, diz-me lá, é mesmo verdade que cada palavra poderia tornar-se um objeto, se Deus o quisesse? Aqui mesmo, no momento presente. é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o olhar que outro nos lança nos leva a ver, que o silêncio que outro nos empresta nos leva a falar? é verdade, diz-me, é mesmo verdade - é verdade que nesta peça tudo é verdade? Aqui mesmo no universo e no momento presente?
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Airbnb & Nuvens
Teatro Nacional São João
de Luísa Costa Gomes
A peça é um palimpsesto. Arqueologicamente, a camada mais antiga é muito antiga, composta a partir das ruínas de projectos imaginados nos idos de noventa, inseridos, reconfigurados e rescritos em 2015 na intriga do elevador. Naquele tempo, vivíamos o regime do terror da dívida e estávamos bastante empenhorados. O mote era a fatalidade do empreendedorismo para os pobres e do conluio com o Estado para as empresas com poder de alavanca. Em 2019, a realidade objectiva das penhoras não melhorara muito, em alguns casos até se agravara (sobretudo em questões de dívidas pequenas no crédito ao consumo), mas não estava já no centro do pesadelo. O centro era uma almofada de nuvens e o airbnb.
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Primavera Selvagem
Teatro Nacional São João
de Arnold Wesker
tradução e prefácio de Ana Luísa Amaral
A peça tem três personagens: Gertie Matthews, uma actriz, Samson Martin, um arrumador de carros de dezanove anos, e Kennedy Phillips, assistente de direcção da companhia de teatro, com cerca de trinta anos. Há ainda uma quarta personagem, nomeada e presente na acção da peça, mas invisível para o público, e sem direito a falas: Tom, o filho adoptivo de Gertie, que irá morrer no final do primeiro acto, naquela que é a mais pungente cena de toda a peça. Todas as personagens são vítimas de um qualquer tipo de discriminação: Gertie porque é mulher, Samson e Kennedy porque são negros, e Tom porque é portador de trissomia 21. A problemática da discriminação está presente ao longo de toda a peça, na consciência do papel que a linguagem desempenha na perpetuação de estereótipos e na manutenção de ideologias. O mesmo é dizer na consciência de como a linguagem faz e desfaz o mundo.
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Lulu - Espirito da Terra/Caixa de Pandora
Teatro Nacional São João
de Frank Wedekind
tradução de Aires Graça
A Lulu de Frank Wedekind (designação corrente do conjunto de duas pecas, Espírito da Terra e A Caixa de Pandora, que nem sempre se associaram do mesmo modo) não surge por acaso, pela primeira vez representada em Portugal, mais de um século depois das suas muitas e acidentadas versões e encenações originais. A peca fecha (ate ver) um ciclo de espetáculos de Nuno M. Cardoso iniciado com Gretchen, de G¬¬oethe (2003), e continuado com Emilia Galotti, de Lessing (2009). Três peças que, em registos muito diferentes, colocam em cena tensões e contradições provocadas pelo choque entre a pulsão libidinal do desejo e do sexo, a ordem (patriarcal e burguesa) instituída e a pulsão de morte que atravessa o destino, alimenta a força de decisão ou se esconde no inconsciente das três protagonistas femininas destas peças. A Lulu de Wedekind representará o clímax desta tradição dramática alemã, que nasce com o dealbar da ideologia burguesa emancipatória de meados do século XVIII e culmina nos ambientes urbanos, decadentes e híbridos, da fase avançada do capi-talismo moderno de finais do século XIX, com as marcas do niilismo nietzschiano a irromper por todo o lado num tecido social aparentemente sólido, mas de facto puído e esburacado. Do posfácio de João Barrento
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Olhai a Neve a Cair
Teatro Nacional São João
de Roger Grenier
Tradução de Manuel Freitas e Prefácio de Pedro Mexia
"Um solitário gregário, um altruísta frio, um preguiçoso prolífico, um sujeito grave e ligeiro, muito engraçado e infinitamente triste. Assim descreve Roger Grenier o dramaturgo e contista Anton Tchékhov. E talvez essa capacidade negativa de ser como toda a gente explique a extraordinária empatia dos textos de Tchékhov, a extraordinária facilidade que ele tinha em imaginar vidas como a sua, sem grandes feitos nem grandes torpezas. Este ensaio biográfico em impressões é um livro inatacável no modo como dialoga com os contos e as peças, com os testemunhos de contemporâneos e também com o Tchékhov escritor de cartas. é conhecida a última frase de Tchékhov, ponderosa e em alemão, Ich sterbe, eu morro; mas Grenier lembra-nos que essa terá sido a penúltima frase. E que Tchékhov, de copo na mão, acrescentou: Há tanto tempo que não bebia champanhe. Como se fosse o fim de uma história engraçada e triste." Pedro Mexia, do prefácio A biografia literária de um dos renovadores do teatro moderno e contemporâneo: elementar, impressiva, despudoradamente rendida ao prazer infundido pela obra de Tchékhov
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Um Sonho
Teatro Nacional São João
de August Strindberg
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Escrita em 1901 e levada à cena em 1907, Um Sonho é uma das obras mais revolucionárias de August Strindberg. O dramaturgo sueco enfrenta e resolve aqui um paradoxo: representar a forma incoerente mas aparentemente lógica do sonho. As personagens tomam corpo, dissolvem-se, reconstituem-se. Abandonam a cena para reentrar logo a seguir num outro tempo e lugar. Tudo pode acontecer, tudo é possível e provável neste arsenal de aparições. No prefácio, João Paulo Esteves da Silva (músico, poeta, tradutor) fala-nos de "quadros de vida que se sucedem segundo uma musicalidade onírica". Mais: "É possível encontrar ecos formais de técnicas de composição musical, como a repetição integral ou variada do mesmo motivo, desenvolvimentos, refrães e até uma alusão à forma sonata, se considerarmos que o segundo tema, A entrada da ópera, se repete no final na mesma tonalidade do primeiro tema, O castelo crescente." Sonhos rasgados, um castelo em chamas, "um botão em flor explode num crisântemo gigante", ouve-se música. "Chiu! Os ventos ainda cantam!"
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Histórias do Teatro
Teatro Nacional São João
de Tobin Nellhaus
tradução
Um verdadeiro atlas do teatro, que desafia a uma viagem pelo mundo das artes cénicas. Com um panorâmica transnacional e transtemporal - alheia a fronteiras conceptuais -, Histórias do Teatro desvenda de que forma esta arte se tornou central nas culturas da Ásia, de África, das Américas e da Europa. Das práticas ancestrais às expressões mais disruptivas da actualidade, este livro integra os factores sociais, políticos e tecnológicos na caracterização de uma arte múltipla, instável e vibrante.
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Os Homens Morrem As Mulheres Sobrevivem
Teatro Nacional São João
de Arnold Wesker
tradução e prefácio de Fátima Vieira
Peça sobre as expectativas impossíveis do amor, "essa loucura ardente", Os Homens Morrem As Mulheres Sobrevivem (1990) questiona os falhanços amorosos de três casais sob as perspetivas feminina e masculina. Minerva, Mischa e Claire reúnem-se num jantar regado a "vinho e escárnio" para falar de homens. São os fantasmas das relações com Montcrieff, Leo e Vincent o que as assombra, até que a revelação de uma inesperada traição eclode. Arnold Wesker dá protagonismo às mulheres e aos seus momentos de partilha, enquanto reserva aos homens, representados por um só ator, "pseudodiálogos" com personagens imaginadas ou fora de cena. Tanto elas como eles veiculam traços autobiográficos de Wesker, sobretudo o dilema que o atormentou: a dupla identidade nacional (britânica) e cultural (judia). No final, o sentido do título aclara-se: as mulheres descobrem na sororidade o segredo da sua sobrevivência; aos homens, a quem não é dada a oportunidade de formar comunidade, só resta (metaforicamente) morrer.
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Neva
Teatro Nacional São João
de Guillermo Calderón
tradução Joana Frazão
prefácio de Guillermo Calderón
Neva é uma peça sobre o Chile. Um grupo de atores ensaia uma peça de Tchékhov num teatro de São Petersburgo. O mundo é doméstico; uma sala de ensaio. Lá fora, os o¿ciais do czar disparam contra o povo, que marcha para melhorar as suas condições de vida. é janeiro de 1905 e, no inverno, a margem do Neva é impossível de imaginar. Mas é possível imaginar uma mesa e a família sentada a falar de política, enquanto lá fora Pinochet manda os seus o¿ciais matar as pessoas que o querem derrubar. Escrevi Neva porque os últimos quarenta anos da história do Chile foram de¿nidos pela revolução falhada do governo socialista de Salvador Allende. Depois do golpe de Estado de 1973, os corpos também ¿utuaram por um rio, o rio Mapocho, no centro de Santiago. A partir desse momento, refugiámo-nos numa vida doméstica, enquanto lá fora acontecia tudo o que acontece numa guerra. (Do prefácio do autor, neste livro)
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