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Conclusão
Visitas Guiadas TNSJ | 2026
|
Teatro Nacional São João
|
Sala Livre TNSJ
|
quarta-feira | 23 set 2026 | 12:30
Sector
P. Un.
Livres
Geral
10,00€
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Veja ainda:
Primavera Selvagem
Teatro Nacional São João
de Arnold Wesker
tradução e prefácio de Ana Luísa Amaral
A peça tem três personagens: Gertie Matthews, uma actriz, Samson Martin, um arrumador de carros de dezanove anos, e Kennedy Phillips, assistente de direcção da companhia de teatro, com cerca de trinta anos. Há ainda uma quarta personagem, nomeada e presente na acção da peça, mas invisível para o público, e sem direito a falas: Tom, o filho adoptivo de Gertie, que irá morrer no final do primeiro acto, naquela que é a mais pungente cena de toda a peça. Todas as personagens são vítimas de um qualquer tipo de discriminação: Gertie porque é mulher, Samson e Kennedy porque são negros, e Tom porque é portador de trissomia 21. A problemática da discriminação está presente ao longo de toda a peça, na consciência do papel que a linguagem desempenha na perpetuação de estereótipos e na manutenção de ideologias. O mesmo é dizer na consciência de como a linguagem faz e desfaz o mundo.
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Ivone, Princesa do Borgonha
Teatro Nacional São João
de Witold Gombrowicz
tradução e posfácio de Luísa Costa Gomes
Príncipe: (Para Ivone.) Sabeis, assim que se olha para vós, dá-nos ganas de uma vontade de nos servirmos de vós, de vos magoar: atar-vos uma trela ao pescoço, por exemplo, ou dar-vos pontapés no traseiro, ou pôr-vos a trabalhar numa linha de montagem, picar-vos com uma agulha, ou vontade de vos imitar. Exasperais toda a gente, dais cabo dos nervos, sois uma provocação viva! Sim, há seres que parecem feitos para irritar, excitar, enlouquecer! Existem mesmo andam aí pelo mundo e cada um de nós acaba por tropeçar no que lhe está destinado. E cá estais vós, toda sentadinha, a mão com os respetivos dedos, a perna com o respectivo pé! Inédito! Maravilhoso! Sensacional! Como conseguis? Ivone: (Calada.) Príncipe: E como vos calais! Como vos calais tão bem! Tradução e posfácio Luísa Costa Gomes
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As Bruxas de Salém
Teatro Nacional São João
de Arthur Miller
tradução e prefácio de Fernando Villas-Boas
posfácio de Arthur Miller
"As Bruxas de Salém foi um acto de desespero." Nestas palavras, Arthur Miller sinaliza o paralelo que com esta peça quis traçar entre dois períodos negros de caça às bruxas na América: o do julgamento de homens e mulheres acusados de bruxaria na pequena comunidade de Salém, em 1692, e o do macarthismo, nos anos 1950, de que também foi vítima. Do seu epicentro um fascínio primevo pela paranóia, que sacrifica indivíduos na sua fúria colectiva alastra o medo, a força que a atravessa. A angústia das personagens sobrevém de não terem palavras para dizer a sua verdade, até mesmo na mais pura intimidade. A honra e o nome incandescem na prova de fogo do processo judicial: "Como posso eu viver sem o meu nome?", pergunta John Proctor. Puritanismo, manipulação política, vingança privada, delação, culpa achas que ardem no cadinho desta peça.
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A Morte de Danton
Teatro Nacional São João
de Georg Büchner
tradução, prefácio e notas de Francisco Luís Parreira
Mercier: Ouviste, Lacroix? A igualdade brande a sua foice por cima de todas as cabeças, escorre a lava da Revolução, a guilhotina republicaniza! As galerias aplaudem e os Romanos esfregam as mãos mas não dão conta de que cada um desses lemas é o estertor de uma vítima. Atentai nas vossas tiradas, agora que se fazem carne. Olhai em volta: isto é o que haveis dito. é a pantomima das vossas palavras. Estes desgraçados, mais os verdugos e a guilhotina, são as vossas arengas depois de ganharem vida. Haveis erguido os vossos sistemas como Bajazet as suas pirâmides: com cabeças humanas. Danton: Tens razão. Hoje tudo é feito com carne humana. é a maldição da nossa época. Agora também o meu corpo vai ser aproveitado.
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Otelo
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de Daniel Jonas
A Tragédia de Otelo, o Mouro de Veneza é, muito possivelmente, uma peça sobre mulheres e sobre a condição feminina. As três mulheres, Desdémona, Emília e Bianca, sofrem, às mãos das três principais personagens masculinas com que emparceiram, um ciclo de maus-tratos, físicos e psicológicos. Pertencem a três estratos sociais diferentes e a três estratos de tristeza diferentes. Tradução e prefácio Daniel Jonas
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As Três Irmãs
Teatro Nacional São João
de Anton Tchékhov
tradução de António Pescada
As personagens do teatro de Tchékhov são criaturas sonhadoras, distraídas. Elas são inteligentes e vemos todo o tipo de pensamento e de emoções assaltarem-nas, e abandonarem-nas depois. São pessoas da província que reflectiram durante anos. Asfixiam lentamente. Esmagadas pela sua vida actual, profetizam dias melhores para as gerações que virão a seguir. Evocam o amanhã com um lirismo comovente. Mas o pessimismo prevalece. Se a vida não tem sentido, ela não passa "de uma farsa de colegiais" (As Três Irmãs). Na mesma peça, Tuzenbakh ironiza: "O sentido? Reparai, olhai a neve a cair, que sentido tem isso?"
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Histórias do Teatro
Teatro Nacional São João
de Tobin Nellhaus
tradução
Um verdadeiro atlas do teatro, que desafia a uma viagem pelo mundo das artes cénicas. Com um panorâmica transnacional e transtemporal - alheia a fronteiras conceptuais -, Histórias do Teatro desvenda de que forma esta arte se tornou central nas culturas da Ásia, de África, das Américas e da Europa. Das práticas ancestrais às expressões mais disruptivas da actualidade, este livro integra os factores sociais, políticos e tecnológicos na caracterização de uma arte múltipla, instável e vibrante.
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Elogio do Teatro
Teatro Nacional São João
de Alain Badiou com Nicolas Truong
Tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O teatro foi sempre violentamente atacado: há milénios que o teatro está sob suspeita, é objecto de interdição pelas igrejas, atacado por filósofos célebres como Nietzsche ou Platão, considerado por autoridades diversas como susceptível de actividade subversiva ou crítica. Esteve ligado à maior parte dos grandes empreendimentos revolucionários, que muitas vezes criaram um teatro no decorrer da sua existência. Ele está instalado, mas de uma maneira que convém proteger e amplificar. [] Temos inevitavelmente de regressar à distinção [] entre o domínio da arte, invenção de formas novas adequadas a um distanciamento em relação àquilo que nos domina, e o domínio do divertimento, que é uma parte constitutiva da propaganda dominante. O teatro exige que se active fortemente esta distinção. Porque ele é, como proclama Mallarmé, uma arte superior."
Alain Badiou
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O Teatro Eurasiático
Teatro Nacional São João
de Nicola Savarese
tradução de Ana Isabel Soares; prefácio de Francisco Luís Parreira
"O teatro eurasiático não é o teatro das estepes da Ásia Central: diz respeito a uma região do saber teatral, na qual as iridescentes tradições dos teatros clássicos da Ásia o Nô, o Kabuki, as danças da Índia e de Bali, a Ópera de Pequim se entretecem com as tradições do teatro europeu e ocidental. Por conseguinte, é um território onde Eurípides, Kalidasa, Shakespeare, Zeami,
a Poética de Aristóteles e o Nätyashastra indiano convergem nos limites de um único património de sabedorias teatrais. Este território tornou-se explícito no século xx, ainda que as relações, as trocas, os mal-entendidos mais ou menos fecundos entre o Oriente e o Ocidente no campo do teatro e das práticas cénicas remontem à Antiguidade: é, de facto, no século xx que o teatro eurasiático encontra eco mais amplo nos contextos, primeiro, do colonialismo e das suas tendências exóticas e, depois, do multiculturalismo. O presente livro [] dedica-se à retrospectiva do teatro eurasiático no século xx europeu, em que homens do teatro como Craig, Meyerhold, Artaud, Brecht, Grotowski, Brook e Barba extraíram das culturas asiáticas alguns dos estímulos mais profundos para as suas práticas e teorias."
Nicola Savarese
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Tragicomédia de Dom Duardos
Teatro Nacional São João
de Gil Vicente
tradução e notas de Mário Barradas, Margarida Vieira Mendes
Prefácio de Margarida Vieira Mendes
Tragicomédia de Dom Duardos inaugura um novo género de teatro na obra de Gil Vicente: o das tragicomédias. Ao partir da novela de cavalaria Primaleón, redimensionando sequências e introduzindo muita música, Vicente faz de Dom Duardos um tratado de amor. Através de um jogo de espelhos entre três pares o aristocrático (Duardos/Flérida), o seu reverso (Camilote/Maimonda) e o casal Julião/Constança Roiz e três lugares (a corte, a horta e a viagem no mar), o estado amoroso é glosado nos seus excessos e paradoxos. O amor feminino ganha especial importância, manifestando-se em Flérida como luta interior de recusa e de entrega. O romance cantado no final conclui com a "sentença" que proclama o amor como valor em si próprio: "que contra morte e amor/ ninguém não tem mais valia." Foi a peça escolhida por Ricardo Pais para a sua primeira encenação no Teatro Nacional São João.
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Impressão: Nova Identidade Visual do TNSJ
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário/5
Impressão - Nova Identidade Visual do TNSJ
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Exactamente Antunes
Teatro Nacional São João
de Jacinto Lucas Pires
posfácio de Pedro Sobrado
Antunes: Poder-se-á ver Portugal inteiro de uma só olhadela, como no mapa, em aeroplano? Palmela e Almada. De cá, Sintra e Santarém. Mouros, Afonso Henriques. Os cruzados. E desde então até hoje. Até aqui, a esta água-furtada. Até mim. Tanta gente e tantos séculos encarreirados por aqui: as quinas, Avis, caravelas, o pelicano, a esfera armilar, Filipes, azul e branco, vermelho e verde, e continua. Nada para mim. Portugal.
Coro: O quê? (Antunes vira-se para o Coro.)
O quê com letra maiúscula?
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Passo
- Sector
Sector
P. Un.
Livres
Geral
10,00€
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- Sessão
quarta-feira | 23 set 2026 | 12:30
Passo
- Evento
Visitas Guiadas TNSJ | 2026
Teatro & Arte | Visitas Guiadas
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