Há Qualquer Coisa Prestes a Acontecer | 2026 | Teatro Nacional São João | Sala Ricardo Pais | quinta-feira | 28 mai 2026 | 19:00
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Sector
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P. Un.
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Livres
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Plateia
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11,20€
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2
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Frisas
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16,80€
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0
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Tribuna
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11,20€
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3
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1º Balcão
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8,40€
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0
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2º Balcão
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7,00€
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22
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Camarotes 1ª Ordem
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28,00€
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2
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Camarotes 1ª Ordem
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14,00€
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3
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Camarotes 2ª Ordem
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10,50€
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3
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O Começo Perdido: Mixtape #1
Teatro Nacional São João
de Pedro Martins Beja
tradução de Helena Topa
posfácio de Florian Hirsch
O texto, desenvolvido em parte como work in progress, em conjunto com o ensemble composto por Hana Sofia Lopes, Fábio Godinho, Jorge Mota, Markus Steinkellner, Matthias Koch e por Florian Hirsch, durante os ensaios no Théâtre National du Luxembourg, leva-nos numa viagem ao inquietante, ao reprimido e ao inconsciente. Uma viagem que, no final, se vai, porventura, "dissolver numa última recordação". Para lá das ligações concretas com o Luxemburgo e Portugal, a peça dá constantes indicações que ultrapassam este contexto particular. No local descobre o global, no biográfico, o geral, na solidão individual, a solidão metafísica. Os seus temas, sobretudo o da identidade e respetiva busca, e a experiência da estranheza, são universais, sendo que esta última, associada à experiência da xenofobia, é, infelizmente e logo para começar, comum às pessoas com história de migração. (Do Posfácio)
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Otelo
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de Daniel Jonas
A Tragédia de Otelo, o Mouro de Veneza é, muito possivelmente, uma peça sobre mulheres e sobre a condição feminina. As três mulheres, Desdémona, Emília e Bianca, sofrem, às mãos das três principais personagens masculinas com que emparceiram, um ciclo de maus-tratos, físicos e psicológicos. Pertencem a três estratos sociais diferentes e a três estratos de tristeza diferentes. Tradução e prefácio Daniel Jonas
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O REI LEAR (Bilingue)
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de António M. Feijó
Escrita entre 1603 e 1606, O Rei Lear é uma tragédia tardia de Shakespeare. A acção decorre na corte de um rei, num momento crítico de transição dinástica, em que os domínios pessoal e político se tornam indistinguíveis. Um pai decide partilhar os bens pelas três filhas e faz
depender essa divisão de uma declaração de afecto de cada uma delas. A sua cegueira face à recusa da mais nova, e ao seu "nada", desencadeia uma parada de horrores, uma violência de feras. A intensa crueldade que esta peça põe em cena só encontra par na eloquência rara com que o jogo passional é exposto. "O arco está recurvo e tenso: afasta-te da flecha", diz Lear a Kent, quando o conflito se revela. Esta imagem de uma flecha desferida, cujo desfecho não depende só de quem a desfere assim como o fim de um acto se pode revelar catastrófico para o seu agente ou para outrem , expressa a insondabilidade da conduta humana.
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O Grande Teatro do Mundo
Teatro Nacional São João
de Pedro Calderón de la Barca
tradução e notas de José Bento
prefácio de Guillermo Heras
Texto referencial de um género específico, o auto sacramental da Espanha seiscentista, esta é uma peça alegórica em um acto, sem estrutura temporal, de tema principalmente eucarístico, destinada a ser apresentada no dia do Corpo de Deus.
As personagens de O Grande Teatro do Mundo são, na sua maioria, de natureza simbólica, não lhes estando associada qualquer "construção psicológica". A ideia do mundo como uma contínua representação teatral ancora a sua essencialidade poética. Por detrás do veio ideológico/eclesiástico que a estrutura, e de uma fina análise de classes, sobressai o fulgor da poética calderoniana. A luxúria das suas metáforas e metonímias e o ritmo interno da versificação revelam um oratório cuja proposta é eminentemente lírica. Reconhecido divulgador da poesia espanhola clássica e contemporânea, o poeta José Bento (1932-2019) assina a tradução.
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A Cena
Teatro Nacional São João
de Valère Novarina
tradução e prefácio Isabel Morujão
ISAíAS ANIMAL: é verdade, ora diz-me lá, é mesmo verdade que a força que nos atrai e afasta nos faz ver o movimento amante do universo, e que quando estamos apaixonados encontramos num ápice o movimento estelar e a explosão asteróide - é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o universo, que cada parcela do universo é inteiramente magnetizada - é verdade, diz-me, é mesmo verdade que só o tempo explica a linguagem e que ele a expande em drama no espaço? é verdade, diz-me lá, é mesmo verdade que cada palavra poderia tornar-se um objeto, se Deus o quisesse? Aqui mesmo, no momento presente. é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o olhar que outro nos lança nos leva a ver, que o silêncio que outro nos empresta nos leva a falar? é verdade, diz-me, é mesmo verdade - é verdade que nesta peça tudo é verdade? Aqui mesmo no universo e no momento presente?
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A Morte de Danton
Teatro Nacional São João
de Georg Büchner
tradução, prefácio e notas de Francisco Luís Parreira
Mercier: Ouviste, Lacroix? A igualdade brande a sua foice por cima de todas as cabeças, escorre a lava da Revolução, a guilhotina republicaniza! As galerias aplaudem e os Romanos esfregam as mãos mas não dão conta de que cada um desses lemas é o estertor de uma vítima. Atentai nas vossas tiradas, agora que se fazem carne. Olhai em volta: isto é o que haveis dito. é a pantomima das vossas palavras. Estes desgraçados, mais os verdugos e a guilhotina, são as vossas arengas depois de ganharem vida. Haveis erguido os vossos sistemas como Bajazet as suas pirâmides: com cabeças humanas. Danton: Tens razão. Hoje tudo é feito com carne humana. é a maldição da nossa época. Agora também o meu corpo vai ser aproveitado.
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Elogio do Teatro
Teatro Nacional São João
de Alain Badiou com Nicolas Truong
Tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O teatro foi sempre violentamente atacado: há milénios que o teatro está sob suspeita, é objecto de interdição pelas igrejas, atacado por filósofos célebres como Nietzsche ou Platão, considerado por autoridades diversas como susceptível de actividade subversiva ou crítica. Esteve ligado à maior parte dos grandes empreendimentos revolucionários, que muitas vezes criaram um teatro no decorrer da sua existência. Ele está instalado, mas de uma maneira que convém proteger e amplificar. [] Temos inevitavelmente de regressar à distinção [] entre o domínio da arte, invenção de formas novas adequadas a um distanciamento em relação àquilo que nos domina, e o domínio do divertimento, que é uma parte constitutiva da propaganda dominante. O teatro exige que se active fortemente esta distinção. Porque ele é, como proclama Mallarmé, uma arte superior."
Alain Badiou
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Olhai a Neve a Cair
Teatro Nacional São João
de Roger Grenier
Tradução de Manuel Freitas e Prefácio de Pedro Mexia
"Um solitário gregário, um altruísta frio, um preguiçoso prolífico, um sujeito grave e ligeiro, muito engraçado e infinitamente triste. Assim descreve Roger Grenier o dramaturgo e contista Anton Tchékhov. E talvez essa capacidade negativa de ser como toda a gente explique a extraordinária empatia dos textos de Tchékhov, a extraordinária facilidade que ele tinha em imaginar vidas como a sua, sem grandes feitos nem grandes torpezas. Este ensaio biográfico em impressões é um livro inatacável no modo como dialoga com os contos e as peças, com os testemunhos de contemporâneos e também com o Tchékhov escritor de cartas. é conhecida a última frase de Tchékhov, ponderosa e em alemão, Ich sterbe, eu morro; mas Grenier lembra-nos que essa terá sido a penúltima frase. E que Tchékhov, de copo na mão, acrescentou: Há tanto tempo que não bebia champanhe. Como se fosse o fim de uma história engraçada e triste." Pedro Mexia, do prefácio A biografia literária de um dos renovadores do teatro moderno e contemporâneo: elementar, impressiva, despudoradamente rendida ao prazer infundido pela obra de Tchékhov
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Noite de Reis ou Como Lhe Queiram Chamar
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução, prefácio e notas de António M. Feijó
Uma rapariga disfarça-se de pajem e intercede, junto de uma mulher, em nome de um homem.
A este nó central enreda-se um entrecho secundário, dramatizando-se assim uma teia de deliberados logros sobre a circulação do desejo. Shakespeare tece esta comédia sob uma "luz terna e lenta", mas não esconde linhas de sombra, que tanto sublinham a "sexualidade cansada" das suas personagens como a indecidibilidade da verdade. Diz o bobo: "A verdade não a posso expor sem palavras, e as palavras tornaram-se de tal modo falsas, que me repugna travar-me de razões com elas." Peça contemporânea de Hamlet, Noite de Reis faz da sua "imponderabilidade mozartiana" um contraponto à natureza sanguínea das grandes tragédias do autor. A tradução, originalmente feita para a encenação de Ricardo Pais, é de António M. Feijó, que a reviu para esta edição.
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Contra o Teatro Político
Teatro Nacional São João
de Olivier Neveux
tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O livro de Olivier Neveux é a favor do teatro político. E, desde logo, porque o teatro é uma zona a defender. É esta a sua política. [] O livro é contra uma certa relação política-teatro e contra uma certa relação teatro-política; contra uma certa intenção da política para com o teatro, e do teatro para com a política. E, fundamentalmente, o que o livro dá a pensar, dando a ver os seus nós, são aspectos da política cultural a questão política e o sensível, sendo que uma e outro podem ter um papel nas discussões tácticas dos nossos dias. Portanto, é um livro em que a política e o teatro são pensados, ambos, contra o teatro político. Convém ler. Sobretudo, a política não pode estar não está certamente na tematização, ou na reflexão enquadrada; está, sim, na acção, incluindo a do teatro. E o teatro não pode estar não está certamente na reprodução útil, realista, do existente; está, sim, no lugar onde a poesia não chega (Genet), e que é intensamente político também. [] É um texto de intervenção, diz o autor. É essa a sua força: levanta as pedras da calçada."
Edmundo Cordeiro, do prefácio
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