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Conclusão
MAIÚSCULA | Parla-Solos
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Teatro Carlos Alberto
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Sala Principal TeCA
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Conversa com o Dori | 10 set qui
Escolha a sessão pretendida
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O REI LEAR (Bilingue)
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de António M. Feijó
Escrita entre 1603 e 1606, O Rei Lear é uma tragédia tardia de Shakespeare. A acção decorre na corte de um rei, num momento crítico de transição dinástica, em que os domínios pessoal e político se tornam indistinguíveis. Um pai decide partilhar os bens pelas três filhas e faz
depender essa divisão de uma declaração de afecto de cada uma delas. A sua cegueira face à recusa da mais nova, e ao seu "nada", desencadeia uma parada de horrores, uma violência de feras. A intensa crueldade que esta peça põe em cena só encontra par na eloquência rara com que o jogo passional é exposto. "O arco está recurvo e tenso: afasta-te da flecha", diz Lear a Kent, quando o conflito se revela. Esta imagem de uma flecha desferida, cujo desfecho não depende só de quem a desfere assim como o fim de um acto se pode revelar catastrófico para o seu agente ou para outrem , expressa a insondabilidade da conduta humana.
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Olhai a Neve a Cair
Teatro Nacional São João
de Roger Grenier
Tradução de Manuel Freitas e Prefácio de Pedro Mexia
"Um solitário gregário, um altruísta frio, um preguiçoso prolífico, um sujeito grave e ligeiro, muito engraçado e infinitamente triste. Assim descreve Roger Grenier o dramaturgo e contista Anton Tchékhov. E talvez essa capacidade negativa de ser como toda a gente explique a extraordinária empatia dos textos de Tchékhov, a extraordinária facilidade que ele tinha em imaginar vidas como a sua, sem grandes feitos nem grandes torpezas. Este ensaio biográfico em impressões é um livro inatacável no modo como dialoga com os contos e as peças, com os testemunhos de contemporâneos e também com o Tchékhov escritor de cartas. é conhecida a última frase de Tchékhov, ponderosa e em alemão, Ich sterbe, eu morro; mas Grenier lembra-nos que essa terá sido a penúltima frase. E que Tchékhov, de copo na mão, acrescentou: Há tanto tempo que não bebia champanhe. Como se fosse o fim de uma história engraçada e triste." Pedro Mexia, do prefácio A biografia literária de um dos renovadores do teatro moderno e contemporâneo: elementar, impressiva, despudoradamente rendida ao prazer infundido pela obra de Tchékhov
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O Repúdio do Conhecimento
Teatro Nacional São João
de Stanley Cavell
Tradução de Alda Rodrigues Prefácio de Daniel Jonas
"Estamos perante uma antologia de ensaios shakespearianos de um não shakespeariano tornado uma autoridade entre shakespearianos. Cavell adverte à partida para a existência de uma distância cautelar entre filosofia e literatura. O diálogo que Cavell enceta com Shakespeare é, assim, o de um filósofo com um arguente filosoficamente pouco interpelável. A hibridez disciplinar de Cavell está na defesa de que Shakespeare não poderia ser quem é se a sua obra não convocasse as preocupações filosóficas mais profundas da sua cultura, e no seu objectivo de provar que a obra de Shakespeare exibe exemplarmente uma certa cartografia do cepticismo e que as suas peças parecem falar, fazem perguntas, testam a filosofia. Esta shakespeariana mostra-nos, com notável mestria, os caminhos tortuosos do conhecimento por via da dificuldade de reconhecimento. O ponto geral resulta de uma intuição importante: a incerteza sobre a existência do mundo externo é a doença do céptico, e essa é a doença de todas as personagens trágicas de Shakespeare, as quais descrevem uma rota particular de colisão ao colocarem em dúvida a sua existência e a existência dos outros nesse mundo." Daniel Jonas, do prefácio António e Cleópatra Rei Lear Otelo Coriolano Hamlet O Conto de Inverno Macbeth
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O Café
Teatro Nacional São João
de Carlo Goldoni
tradução de Isabel Lopes e Fernando Mora Ramos
posfácio de Fernando Mora Ramos
No final, Dom Márcio não está arrependido de nada. Sente-se incompreendido, só isso. Não é uma criatura que procura regenerar-se. Vai continuar a ser a "trombeta da comunidade", o coscuvilheiro, o intriguista, já não em Veneza, mas noutro sítio qualquer. Eugénio não muda nada: transporta sempre aquele entusiasmo pelas coisas, pelo jogo, pelas mulheres, vejo-o como um Peter Pan depravado, alguém que se recusa a entrar na vida adulta. Vitória amadurece: percebe no fim que aquele amor não era assim tão perfeito como imaginara, cresceu, era uma rapariga no início e no final é já uma mulher. É certo que Ridolfo representa a moralidade dominante, mas é uma moral que é sistematicamente contrariada e colocada sob tensão no confronto com as outras personagens; mas também ele evolui: vai perdendo a compostura, até se tornar violento. A haver evolução, ela faz-se não no sentido da regeneração mas da desilusão, da crispação. Não há regeneração possível, os casais vão continuar a enganar-se e a reconciliar-se, e o jogo, com ou sem batota, vai prosseguir. A peça não nos propõe uma resolução, um final feliz, uma moralidade e nem tão pouco uma verdade. A verdade aqui reside nas pulsões, que são secretas, que são do domínio do não-dito, do não-figurado.
Giorgio Barberio Corsetti Manual de Leitura O Café, TNSJ, 2008
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Noite de Reis ou Como Lhe Queiram Chamar
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução, prefácio e notas de António M. Feijó
Uma rapariga disfarça-se de pajem e intercede, junto de uma mulher, em nome de um homem.
A este nó central enreda-se um entrecho secundário, dramatizando-se assim uma teia de deliberados logros sobre a circulação do desejo. Shakespeare tece esta comédia sob uma "luz terna e lenta", mas não esconde linhas de sombra, que tanto sublinham a "sexualidade cansada" das suas personagens como a indecidibilidade da verdade. Diz o bobo: "A verdade não a posso expor sem palavras, e as palavras tornaram-se de tal modo falsas, que me repugna travar-me de razões com elas." Peça contemporânea de Hamlet, Noite de Reis faz da sua "imponderabilidade mozartiana" um contraponto à natureza sanguínea das grandes tragédias do autor. A tradução, originalmente feita para a encenação de Ricardo Pais, é de António M. Feijó, que a reviu para esta edição.
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Elogio do Teatro
Teatro Nacional São João
de Alain Badiou com Nicolas Truong
Tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O teatro foi sempre violentamente atacado: há milénios que o teatro está sob suspeita, é objecto de interdição pelas igrejas, atacado por filósofos célebres como Nietzsche ou Platão, considerado por autoridades diversas como susceptível de actividade subversiva ou crítica. Esteve ligado à maior parte dos grandes empreendimentos revolucionários, que muitas vezes criaram um teatro no decorrer da sua existência. Ele está instalado, mas de uma maneira que convém proteger e amplificar. [] Temos inevitavelmente de regressar à distinção [] entre o domínio da arte, invenção de formas novas adequadas a um distanciamento em relação àquilo que nos domina, e o domínio do divertimento, que é uma parte constitutiva da propaganda dominante. O teatro exige que se active fortemente esta distinção. Porque ele é, como proclama Mallarmé, uma arte superior."
Alain Badiou
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Um Sonho
Teatro Nacional São João
de August Strindberg
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Escrita em 1901 e levada à cena em 1907, Um Sonho é uma das obras mais revolucionárias de August Strindberg. O dramaturgo sueco enfrenta e resolve aqui um paradoxo: representar a forma incoerente mas aparentemente lógica do sonho. As personagens tomam corpo, dissolvem-se, reconstituem-se. Abandonam a cena para reentrar logo a seguir num outro tempo e lugar. Tudo pode acontecer, tudo é possível e provável neste arsenal de aparições. No prefácio, João Paulo Esteves da Silva (músico, poeta, tradutor) fala-nos de "quadros de vida que se sucedem segundo uma musicalidade onírica". Mais: "É possível encontrar ecos formais de técnicas de composição musical, como a repetição integral ou variada do mesmo motivo, desenvolvimentos, refrães e até uma alusão à forma sonata, se considerarmos que o segundo tema, A entrada da ópera, se repete no final na mesma tonalidade do primeiro tema, O castelo crescente." Sonhos rasgados, um castelo em chamas, "um botão em flor explode num crisântemo gigante", ouve-se música. "Chiu! Os ventos ainda cantam!"
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Contra o Teatro Político
Teatro Nacional São João
de Olivier Neveux
tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O livro de Olivier Neveux é a favor do teatro político. E, desde logo, porque o teatro é uma zona a defender. É esta a sua política. [] O livro é contra uma certa relação política-teatro e contra uma certa relação teatro-política; contra uma certa intenção da política para com o teatro, e do teatro para com a política. E, fundamentalmente, o que o livro dá a pensar, dando a ver os seus nós, são aspectos da política cultural a questão política e o sensível, sendo que uma e outro podem ter um papel nas discussões tácticas dos nossos dias. Portanto, é um livro em que a política e o teatro são pensados, ambos, contra o teatro político. Convém ler. Sobretudo, a política não pode estar não está certamente na tematização, ou na reflexão enquadrada; está, sim, na acção, incluindo a do teatro. E o teatro não pode estar não está certamente na reprodução útil, realista, do existente; está, sim, no lugar onde a poesia não chega (Genet), e que é intensamente político também. [] É um texto de intervenção, diz o autor. É essa a sua força: levanta as pedras da calçada."
Edmundo Cordeiro, do prefácio
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O Pelicano
Teatro Nacional São João
de August Strindberg
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
"Sede bem-vindos à vossa nova casa/ Mas não exijais nada de novo." Em 1907, com O Pelicano, Strindberg inaugura o Teatro Íntimo, essa "câmara propícia às confidências", para melhor dar a ver o que sempre o moveu: "A velha lenda da vida/ Em todas as suas faces e também em seus horrores/ O bem e o mal, a grandeza e a mesquinhez/ Intimamente." Em O Pelicano, assistimos à decomposição sem remédio de uma família, onde a exposição das mentiras e a queda das máscaras que a assombraram se revelam como prenúncio da catástrofe final. As personagens são exemplares trágicos de uma "ilusão útil", de uma espécie invertida de sonambulismo que lhes escancara a realidade, mas do qual não querem acordar Os Sonâmbulos foi o título de trabalho desta peça. É pelo fora de cena que a tragédia se insinua: ouvem-se gritos, uivos, vento, chuva, portas e janelas a bater, e música. Os três trechos musicais escolhidos por Strindberg para abrir cada "acto" pontuam a progressiva desesperança de salvação.
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Os Nossos Dias Poucos e Desalmados
Teatro Nacional São João
de Mark O'Rowe
tradução Francisco Luís Parreira
Paddy: Porque é que tás a fazer isto? Hughie: Uma cena que aprendi hoje, Paddy. (Pega na mala e numa lata de cerveja, olha pela janela, depois na direcção da porta.) Uma cena que tu ajudaste a ensinar. Paddy: O quê? Hughie: Tu e a cota. (Abre a porta. Virase para Paddy.) Um gajo faz aquilo que lhe convém Paddy: Hughie Hughie: desde que depois se aguente à bronca. Tá certo ou não?
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Lulu - Espirito da Terra/Caixa de Pandora
Teatro Nacional São João
de Frank Wedekind
tradução de Aires Graça
A Lulu de Frank Wedekind (designação corrente do conjunto de duas pecas, Espírito da Terra e A Caixa de Pandora, que nem sempre se associaram do mesmo modo) não surge por acaso, pela primeira vez representada em Portugal, mais de um século depois das suas muitas e acidentadas versões e encenações originais. A peca fecha (ate ver) um ciclo de espetáculos de Nuno M. Cardoso iniciado com Gretchen, de G¬¬oethe (2003), e continuado com Emilia Galotti, de Lessing (2009). Três peças que, em registos muito diferentes, colocam em cena tensões e contradições provocadas pelo choque entre a pulsão libidinal do desejo e do sexo, a ordem (patriarcal e burguesa) instituída e a pulsão de morte que atravessa o destino, alimenta a força de decisão ou se esconde no inconsciente das três protagonistas femininas destas peças. A Lulu de Wedekind representará o clímax desta tradição dramática alemã, que nasce com o dealbar da ideologia burguesa emancipatória de meados do século XVIII e culmina nos ambientes urbanos, decadentes e híbridos, da fase avançada do capi-talismo moderno de finais do século XIX, com as marcas do niilismo nietzschiano a irromper por todo o lado num tecido social aparentemente sólido, mas de facto puído e esburacado. Do posfácio de João Barrento
Lulu - Espirito da Terra/Caixa de Pandora -
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Enciclopédia Mínima: Uma Antologia de Cem Textos
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário / 6
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