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Conclusão
CANTAR DE GALO | Parla-Solos
|
Teatro Carlos Alberto
|
Sala Principal TeCA
|
quinta-feira | 24 set 2026 | 19:00
Sector
P. Un.
Livres
Plateia
8,40€
80
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Neva
Teatro Nacional São João
de Guillermo Calderón
tradução Joana Frazão
prefácio de Guillermo Calderón
Neva é uma peça sobre o Chile. Um grupo de atores ensaia uma peça de Tchékhov num teatro de São Petersburgo. O mundo é doméstico; uma sala de ensaio. Lá fora, os o¿ciais do czar disparam contra o povo, que marcha para melhorar as suas condições de vida. é janeiro de 1905 e, no inverno, a margem do Neva é impossível de imaginar. Mas é possível imaginar uma mesa e a família sentada a falar de política, enquanto lá fora Pinochet manda os seus o¿ciais matar as pessoas que o querem derrubar. Escrevi Neva porque os últimos quarenta anos da história do Chile foram de¿nidos pela revolução falhada do governo socialista de Salvador Allende. Depois do golpe de Estado de 1973, os corpos também ¿utuaram por um rio, o rio Mapocho, no centro de Santiago. A partir desse momento, refugiámo-nos numa vida doméstica, enquanto lá fora acontecia tudo o que acontece numa guerra. (Do prefácio do autor, neste livro)
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Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos
Teatro Nacional São João
de Tom Stoppard
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Rosencrantz e Guildenstern, personagens secundárias no Hamlet de Shakespeare, passam a personagens centrais na peça de Tom Stoppard; centrais e, quase que abusivamente, sempre presentes em cena, sem deixarem, ainda assim, de ser secundárias, subalternas, derivadas. é este o jogo e o gozo da escrita teatral de Stoppard. Gozo que não terá sido totalmente puro e inocente, antes contendo uma certa dose de maldade, talvez a necessária para que o jovem escritor tinha 29 anos em 1966, quando a peça se estreou se pudesse afirmar face ao dramaturgo dos dramaturgos. Do prefácio, João Paulo Esteves da Silva
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Um Sonho
Teatro Nacional São João
de August Strindberg
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Escrita em 1901 e levada à cena em 1907, Um Sonho é uma das obras mais revolucionárias de August Strindberg. O dramaturgo sueco enfrenta e resolve aqui um paradoxo: representar a forma incoerente mas aparentemente lógica do sonho. As personagens tomam corpo, dissolvem-se, reconstituem-se. Abandonam a cena para reentrar logo a seguir num outro tempo e lugar. Tudo pode acontecer, tudo é possível e provável neste arsenal de aparições. No prefácio, João Paulo Esteves da Silva (músico, poeta, tradutor) fala-nos de "quadros de vida que se sucedem segundo uma musicalidade onírica". Mais: "É possível encontrar ecos formais de técnicas de composição musical, como a repetição integral ou variada do mesmo motivo, desenvolvimentos, refrães e até uma alusão à forma sonata, se considerarmos que o segundo tema, A entrada da ópera, se repete no final na mesma tonalidade do primeiro tema, O castelo crescente." Sonhos rasgados, um castelo em chamas, "um botão em flor explode num crisântemo gigante", ouve-se música. "Chiu! Os ventos ainda cantam!"
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Airbnb & Nuvens
Teatro Nacional São João
de Luísa Costa Gomes
A peça é um palimpsesto. Arqueologicamente, a camada mais antiga é muito antiga, composta a partir das ruínas de projectos imaginados nos idos de noventa, inseridos, reconfigurados e rescritos em 2015 na intriga do elevador. Naquele tempo, vivíamos o regime do terror da dívida e estávamos bastante empenhorados. O mote era a fatalidade do empreendedorismo para os pobres e do conluio com o Estado para as empresas com poder de alavanca. Em 2019, a realidade objectiva das penhoras não melhorara muito, em alguns casos até se agravara (sobretudo em questões de dívidas pequenas no crédito ao consumo), mas não estava já no centro do pesadelo. O centro era uma almofada de nuvens e o airbnb.
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Enciclopédia Mínima: Uma Antologia de Cem Textos
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário / 6
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Impressão: Nova Identidade Visual do TNSJ
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário/5
Impressão - Nova Identidade Visual do TNSJ
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Lulu - Espirito da Terra/Caixa de Pandora
Teatro Nacional São João
de Frank Wedekind
tradução de Aires Graça
A Lulu de Frank Wedekind (designação corrente do conjunto de duas pecas, Espírito da Terra e A Caixa de Pandora, que nem sempre se associaram do mesmo modo) não surge por acaso, pela primeira vez representada em Portugal, mais de um século depois das suas muitas e acidentadas versões e encenações originais. A peca fecha (ate ver) um ciclo de espetáculos de Nuno M. Cardoso iniciado com Gretchen, de G¬¬oethe (2003), e continuado com Emilia Galotti, de Lessing (2009). Três peças que, em registos muito diferentes, colocam em cena tensões e contradições provocadas pelo choque entre a pulsão libidinal do desejo e do sexo, a ordem (patriarcal e burguesa) instituída e a pulsão de morte que atravessa o destino, alimenta a força de decisão ou se esconde no inconsciente das três protagonistas femininas destas peças. A Lulu de Wedekind representará o clímax desta tradição dramática alemã, que nasce com o dealbar da ideologia burguesa emancipatória de meados do século XVIII e culmina nos ambientes urbanos, decadentes e híbridos, da fase avançada do capi-talismo moderno de finais do século XIX, com as marcas do niilismo nietzschiano a irromper por todo o lado num tecido social aparentemente sólido, mas de facto puído e esburacado. Do posfácio de João Barrento
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Histórias do Teatro
Teatro Nacional São João
de Tobin Nellhaus
tradução
Um verdadeiro atlas do teatro, que desafia a uma viagem pelo mundo das artes cénicas. Com um panorâmica transnacional e transtemporal - alheia a fronteiras conceptuais -, Histórias do Teatro desvenda de que forma esta arte se tornou central nas culturas da Ásia, de África, das Américas e da Europa. Das práticas ancestrais às expressões mais disruptivas da actualidade, este livro integra os factores sociais, políticos e tecnológicos na caracterização de uma arte múltipla, instável e vibrante.
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Comédia de Bastidores
Teatro Nacional São João
de Alan Ayckbourn
tradução e prefácio de Paulo Eduardo Carvalho
(...) Um dos aspectos mais atraentes de toda a produção deste dramaturgo conservador, praticante fiel do "divertimento teatral" e avesso ao teatro de ideias, é, sem dúvida, a força das suas construções teatrais: todas as suas peças acabam por ser, também, sobre a natureza do artifício teatral. Simplificando, há sempre algo no modo de Ayckbourn contar as suas histórias que traduz um gosto experimental. Dentro dos moldes muito conservadores da peça-bem-feita e das convenções mais reconhecidas da comédia, Ayckbourn experimenta, arrisca combinações inusitadas, extrema o nosso horizonte de expectativas. Do prefácio de Paulo Eduardo Carvalho
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O REI LEAR (Bilingue)
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de António M. Feijó
Escrita entre 1603 e 1606, O Rei Lear é uma tragédia tardia de Shakespeare. A acção decorre na corte de um rei, num momento crítico de transição dinástica, em que os domínios pessoal e político se tornam indistinguíveis. Um pai decide partilhar os bens pelas três filhas e faz
depender essa divisão de uma declaração de afecto de cada uma delas. A sua cegueira face à recusa da mais nova, e ao seu "nada", desencadeia uma parada de horrores, uma violência de feras. A intensa crueldade que esta peça põe em cena só encontra par na eloquência rara com que o jogo passional é exposto. "O arco está recurvo e tenso: afasta-te da flecha", diz Lear a Kent, quando o conflito se revela. Esta imagem de uma flecha desferida, cujo desfecho não depende só de quem a desfere assim como o fim de um acto se pode revelar catastrófico para o seu agente ou para outrem , expressa a insondabilidade da conduta humana.
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Jacques ou a Submissão
Teatro Nacional São João
de Eugène Ionesco
tradução e prefácio de Alexandra Moreira da Silva
O assunto principal de Jacques ou a Submissão é a linguagem, ou melhor, o processo de decomposição da linguagem, num crescendo imparável, "a todo o vapor, a galope, a pleno galope". As frases pulverizam-se no nonsense, os diálogos, mecanizados, conduzem-nos à vertigem do nada. Preso num jogo de convenções sociais de cujas regras anseia libertar-se, Jacques é conduzido, segundo Ionesco, "até à mais completa submissão, ao ponto de se resignar a uma espécie de quietude biológica". Obra emblemática do "primeiro Ionesco", nela o autor deu "livre curso à fantasia", instalando-se "no já habitual terreno dramatúrgico da banalidade e da opressão do lar". Palavras da tradutora Alexandra Moreira da Silva, que cita a ensaísta norte-americana Susan Sontag, para quem Jacques ou a Submissão era "uma peça realmente notável e bela".
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Longa Jornada Para a Noite
Teatro Nacional São João
de Eugene O'Neill
tradução e prefácio de Luísa Costa Gomes
Eugene ONeill compôs esta "peça de antigas penas, escrita a lágrimas e sangue" entre 1939 e 1941, mas Longa Jornada Para a Noite só seria publicada e representada postumamente, em 1956, a pedido do autor. Texto-testamento ou peça-exorcismo, como se ONeill fizesse suas as palavras de Jamie, um dos quatro membros da família Tyrone: "Não consigo esquecer o passado. Esse é que é o inferno." Longa Jornada Para a Noite é um dos mais poderosos retratos teatrais da família disfuncional, obra central da dramaturgia psicológica moderna. Acorrentados uns aos outros por sentimentos de rancor, culpa e recriminação, os Tyrones são criaturas a um tempo vulneráveis e implacáveis, sarcásticas e melancólicas, gagas e eloquentes. "Gaguejar é a eloquência nativa da nossa gente, o povo do nevoeiro."
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Passo
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quinta-feira | 24 set 2026 | 19:00
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