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Lançamento de Livro | 2026 | CARAVANA
|
Teatro Nacional São João
|
Salão Nobre TNSJ
|
sexta-feira | 18 set 2026 | 19:00
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Desenho de Luz
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário / 4
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As Três Irmãs
Teatro Nacional São João
de Anton Tchékhov
tradução de António Pescada
As personagens do teatro de Tchékhov são criaturas sonhadoras, distraídas. Elas são inteligentes e vemos todo o tipo de pensamento e de emoções assaltarem-nas, e abandonarem-nas depois. São pessoas da província que reflectiram durante anos. Asfixiam lentamente. Esmagadas pela sua vida actual, profetizam dias melhores para as gerações que virão a seguir. Evocam o amanhã com um lirismo comovente. Mas o pessimismo prevalece. Se a vida não tem sentido, ela não passa "de uma farsa de colegiais" (As Três Irmãs). Na mesma peça, Tuzenbakh ironiza: "O sentido? Reparai, olhai a neve a cair, que sentido tem isso?"
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Otelo
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de Daniel Jonas
A Tragédia de Otelo, o Mouro de Veneza é, muito possivelmente, uma peça sobre mulheres e sobre a condição feminina. As três mulheres, Desdémona, Emília e Bianca, sofrem, às mãos das três principais personagens masculinas com que emparceiram, um ciclo de maus-tratos, físicos e psicológicos. Pertencem a três estratos sociais diferentes e a três estratos de tristeza diferentes. Tradução e prefácio Daniel Jonas
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Tragicomédia de Dom Duardos
Teatro Nacional São João
de Gil Vicente
tradução e notas de Mário Barradas, Margarida Vieira Mendes
Prefácio de Margarida Vieira Mendes
Tragicomédia de Dom Duardos inaugura um novo género de teatro na obra de Gil Vicente: o das tragicomédias. Ao partir da novela de cavalaria Primaleón, redimensionando sequências e introduzindo muita música, Vicente faz de Dom Duardos um tratado de amor. Através de um jogo de espelhos entre três pares o aristocrático (Duardos/Flérida), o seu reverso (Camilote/Maimonda) e o casal Julião/Constança Roiz e três lugares (a corte, a horta e a viagem no mar), o estado amoroso é glosado nos seus excessos e paradoxos. O amor feminino ganha especial importância, manifestando-se em Flérida como luta interior de recusa e de entrega. O romance cantado no final conclui com a "sentença" que proclama o amor como valor em si próprio: "que contra morte e amor/ ninguém não tem mais valia." Foi a peça escolhida por Ricardo Pais para a sua primeira encenação no Teatro Nacional São João.
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Um Plano do Labirinto
Teatro Nacional São João
"As coisas regressam, o nosso olhar nunca as esgota." Como num palimpsesto, Um Plano do Labirinto tece uma trama em duas partes que revela a "atribulada, falaciosa e confusa" relação entre os portugueses e os povos africanos durante os descobrimentos, a colonização e a actualidade, atravessada pelo arco de uma história de amor que dela é herdeira funesta. As sete cenas da primeira parte e os solilóquios da segunda levam-nos numa aventura por vários registos de linguagem: coloquial, erudita, epocal e de outras línguas, sobretudo o quimbundo. São dois, na verdade, os labirintos, indestrinçáveis: o labirinto da linguagem expõe o trauma do labirinto histórico e político da identidade dos portugueses e dos africanos que com estes se cruzaram, do século XVI ao XXI, da foz do rio Cuanza às ruas da Cova da Moura. A linguagem manifesta-se, afinal, como instrumento no "exercício da violência, do poder, da incompreensão mútua, da agonia entre mundividências."
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UBU
Teatro Nacional São João
de Alfred Jerry
tradução e notas de Luísa Costa Gomes
Dom Ubu: Oh! Oh! Oh! E então, já acabaste? Agora começo eu: torção do nariz, arrancanço dos cabelos, penetração do pauzinho nas onelhas, extracção do cérebro pelos calcanhares, laceração do traseiro, supressão parcial ou mesmo total da espinal medula (se ao menos assim se conseguisse tirar-lhe os espinhos do carácter), sem esquecer a abertura da bexiga natatória e por fim a grande degolação renovada de São João Baptista, tudo isto tirado das Santíssimas Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamento, organizado, corrigido e aperfeiçoado pelo aqui presente Mestre das Finanças! Convém-te assim, ó minha seresma? Tradução e notas Luísa Costa Gomes.
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Jacques ou a Submissão
Teatro Nacional São João
de Eugène Ionesco
tradução e prefácio de Alexandra Moreira da Silva
O assunto principal de Jacques ou a Submissão é a linguagem, ou melhor, o processo de decomposição da linguagem, num crescendo imparável, "a todo o vapor, a galope, a pleno galope". As frases pulverizam-se no nonsense, os diálogos, mecanizados, conduzem-nos à vertigem do nada. Preso num jogo de convenções sociais de cujas regras anseia libertar-se, Jacques é conduzido, segundo Ionesco, "até à mais completa submissão, ao ponto de se resignar a uma espécie de quietude biológica". Obra emblemática do "primeiro Ionesco", nela o autor deu "livre curso à fantasia", instalando-se "no já habitual terreno dramatúrgico da banalidade e da opressão do lar". Palavras da tradutora Alexandra Moreira da Silva, que cita a ensaísta norte-americana Susan Sontag, para quem Jacques ou a Submissão era "uma peça realmente notável e bela".
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Lulu - Espirito da Terra/Caixa de Pandora
Teatro Nacional São João
de Frank Wedekind
tradução de Aires Graça
A Lulu de Frank Wedekind (designação corrente do conjunto de duas pecas, Espírito da Terra e A Caixa de Pandora, que nem sempre se associaram do mesmo modo) não surge por acaso, pela primeira vez representada em Portugal, mais de um século depois das suas muitas e acidentadas versões e encenações originais. A peca fecha (ate ver) um ciclo de espetáculos de Nuno M. Cardoso iniciado com Gretchen, de G¬¬oethe (2003), e continuado com Emilia Galotti, de Lessing (2009). Três peças que, em registos muito diferentes, colocam em cena tensões e contradições provocadas pelo choque entre a pulsão libidinal do desejo e do sexo, a ordem (patriarcal e burguesa) instituída e a pulsão de morte que atravessa o destino, alimenta a força de decisão ou se esconde no inconsciente das três protagonistas femininas destas peças. A Lulu de Wedekind representará o clímax desta tradição dramática alemã, que nasce com o dealbar da ideologia burguesa emancipatória de meados do século XVIII e culmina nos ambientes urbanos, decadentes e híbridos, da fase avançada do capi-talismo moderno de finais do século XIX, com as marcas do niilismo nietzschiano a irromper por todo o lado num tecido social aparentemente sólido, mas de facto puído e esburacado. Do posfácio de João Barrento
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Impressão: Nova Identidade Visual do TNSJ
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário/5
Impressão - Nova Identidade Visual do TNSJ
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A Morte de Danton
Teatro Nacional São João
de Georg Büchner
tradução, prefácio e notas de Francisco Luís Parreira
Mercier: Ouviste, Lacroix? A igualdade brande a sua foice por cima de todas as cabeças, escorre a lava da Revolução, a guilhotina republicaniza! As galerias aplaudem e os Romanos esfregam as mãos mas não dão conta de que cada um desses lemas é o estertor de uma vítima. Atentai nas vossas tiradas, agora que se fazem carne. Olhai em volta: isto é o que haveis dito. é a pantomima das vossas palavras. Estes desgraçados, mais os verdugos e a guilhotina, são as vossas arengas depois de ganharem vida. Haveis erguido os vossos sistemas como Bajazet as suas pirâmides: com cabeças humanas. Danton: Tens razão. Hoje tudo é feito com carne humana. é a maldição da nossa época. Agora também o meu corpo vai ser aproveitado.
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Primavera Selvagem
Teatro Nacional São João
de Arnold Wesker
tradução e prefácio de Ana Luísa Amaral
A peça tem três personagens: Gertie Matthews, uma actriz, Samson Martin, um arrumador de carros de dezanove anos, e Kennedy Phillips, assistente de direcção da companhia de teatro, com cerca de trinta anos. Há ainda uma quarta personagem, nomeada e presente na acção da peça, mas invisível para o público, e sem direito a falas: Tom, o filho adoptivo de Gertie, que irá morrer no final do primeiro acto, naquela que é a mais pungente cena de toda a peça. Todas as personagens são vítimas de um qualquer tipo de discriminação: Gertie porque é mulher, Samson e Kennedy porque são negros, e Tom porque é portador de trissomia 21. A problemática da discriminação está presente ao longo de toda a peça, na consciência do papel que a linguagem desempenha na perpetuação de estereótipos e na manutenção de ideologias. O mesmo é dizer na consciência de como a linguagem faz e desfaz o mundo.
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O Repúdio do Conhecimento
Teatro Nacional São João
de Stanley Cavell
Tradução de Alda Rodrigues Prefácio de Daniel Jonas
"Estamos perante uma antologia de ensaios shakespearianos de um não shakespeariano tornado uma autoridade entre shakespearianos. Cavell adverte à partida para a existência de uma distância cautelar entre filosofia e literatura. O diálogo que Cavell enceta com Shakespeare é, assim, o de um filósofo com um arguente filosoficamente pouco interpelável. A hibridez disciplinar de Cavell está na defesa de que Shakespeare não poderia ser quem é se a sua obra não convocasse as preocupações filosóficas mais profundas da sua cultura, e no seu objectivo de provar que a obra de Shakespeare exibe exemplarmente uma certa cartografia do cepticismo e que as suas peças parecem falar, fazem perguntas, testam a filosofia. Esta shakespeariana mostra-nos, com notável mestria, os caminhos tortuosos do conhecimento por via da dificuldade de reconhecimento. O ponto geral resulta de uma intuição importante: a incerteza sobre a existência do mundo externo é a doença do céptico, e essa é a doença de todas as personagens trágicas de Shakespeare, as quais descrevem uma rota particular de colisão ao colocarem em dúvida a sua existência e a existência dos outros nesse mundo." Daniel Jonas, do prefácio António e Cleópatra Rei Lear Otelo Coriolano Hamlet O Conto de Inverno Macbeth
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