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Conclusão
MUSICAL-MENTE | 2026
|
Mosteiro São Bento da Vitória
|
Claustro MSBV
|
quarta-feira | 16 dez 2026 | 19:00
Sector
P. Un.
Livres
Claustro
10,50€
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O Repúdio do Conhecimento
Teatro Nacional São João
de Stanley Cavell
Tradução de Alda Rodrigues Prefácio de Daniel Jonas
"Estamos perante uma antologia de ensaios shakespearianos de um não shakespeariano tornado uma autoridade entre shakespearianos. Cavell adverte à partida para a existência de uma distância cautelar entre filosofia e literatura. O diálogo que Cavell enceta com Shakespeare é, assim, o de um filósofo com um arguente filosoficamente pouco interpelável. A hibridez disciplinar de Cavell está na defesa de que Shakespeare não poderia ser quem é se a sua obra não convocasse as preocupações filosóficas mais profundas da sua cultura, e no seu objectivo de provar que a obra de Shakespeare exibe exemplarmente uma certa cartografia do cepticismo e que as suas peças parecem falar, fazem perguntas, testam a filosofia. Esta shakespeariana mostra-nos, com notável mestria, os caminhos tortuosos do conhecimento por via da dificuldade de reconhecimento. O ponto geral resulta de uma intuição importante: a incerteza sobre a existência do mundo externo é a doença do céptico, e essa é a doença de todas as personagens trágicas de Shakespeare, as quais descrevem uma rota particular de colisão ao colocarem em dúvida a sua existência e a existência dos outros nesse mundo." Daniel Jonas, do prefácio António e Cleópatra Rei Lear Otelo Coriolano Hamlet O Conto de Inverno Macbeth
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TEATRO INFANTIL a arte cénica aos olhos da criança
Teatro Nacional São João
de Chiara Guidi, Lucia Amara
tradução Hugo Miguel Santos
prefácio Madalena Victorino
TEATRO INFANTIL a arte cénica aos olhos da criança -
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O Resto Já Devem Conhecer Do Cinema
Teatro Nacional São João
de Martin Crimp
tradução de Isabel Lopes
Havendo necessidade de definir a peça de Martin Crimp, ela não cabe em nenhuma simplificação, escapa ao nome, pratica o aforismo profético, a pergunta, percorre do mito à história o tempo ancestral e o presente (o da realidade e o da cena), pelo raciocínio mostra o que revela, joga na ficção associações imprevisíveis, o lírico como matéria cénica. é um teatro épico, pela narrativa e interpelação directa dos espectadores. E é um teatro do pensamento, um teatro da história, da palavra, das imagens da frase, do corpo da palavra no espaço, sua extensão e rigor sonoros, os seus sentidos e, nessa medida, também é gestual/conflitual, físico, falas que moram no corpo sabidas de coração, como diz Steiner. Estamos diante da diversidade estrutural, dramática e cénica, de um teatro integral. Do prefácio, Fernando Mora Ramos
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Bruscamente no Verão Passado
Teatro Nacional São João
de Tennessee Williams
tradução de Ana Luísa Amaral
prefácio de Maria Sequeira Mendes
Com um título que se lê como um haiku, Bruscamente no Verão Passado (1958) labora no terreno de eleição do teatro: a memória. Nessa "câmara de ecos", a história de Sebastian, de Catharine, da Sra. Venable e do Dr. Cukrowicz pulveriza-se. Quem era Sebastian? O que lhe aconteceu nessa tarde de Verão tão luminosa que "era como um grande osso branco de uma fera gigante que tivesse pegado fogo ao céu"? Na recordação dessa luz irrompem o negrume e uma pergunta: qual é, afinal, a verdade? A destreza dos diálogos e um luxuriante vocabulário de imagens e sons revelam a voracidade do desejo, a ambiguidade das personagens. E a sua solidão, que só a poesia resgata. A tradução é de Ana Luísa Amaral (1956-2022), poeta que nos deixou bruscamente, no Verão passado. O seu "olhar diagonal" não poderia ter pousado em peça mais próxima do verso de Emily Dickinson que lhe era caro: "Diz toda a Verdade mas di-la oblíqua."
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Comédia de Bastidores
Teatro Nacional São João
de Alan Ayckbourn
tradução e prefácio de Paulo Eduardo Carvalho
(...) Um dos aspectos mais atraentes de toda a produção deste dramaturgo conservador, praticante fiel do "divertimento teatral" e avesso ao teatro de ideias, é, sem dúvida, a força das suas construções teatrais: todas as suas peças acabam por ser, também, sobre a natureza do artifício teatral. Simplificando, há sempre algo no modo de Ayckbourn contar as suas histórias que traduz um gosto experimental. Dentro dos moldes muito conservadores da peça-bem-feita e das convenções mais reconhecidas da comédia, Ayckbourn experimenta, arrisca combinações inusitadas, extrema o nosso horizonte de expectativas. Do prefácio de Paulo Eduardo Carvalho
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Tragicomédia de Dom Duardos
Teatro Nacional São João
de Gil Vicente
tradução e notas de Mário Barradas, Margarida Vieira Mendes
Prefácio de Margarida Vieira Mendes
Tragicomédia de Dom Duardos inaugura um novo género de teatro na obra de Gil Vicente: o das tragicomédias. Ao partir da novela de cavalaria Primaleón, redimensionando sequências e introduzindo muita música, Vicente faz de Dom Duardos um tratado de amor. Através de um jogo de espelhos entre três pares o aristocrático (Duardos/Flérida), o seu reverso (Camilote/Maimonda) e o casal Julião/Constança Roiz e três lugares (a corte, a horta e a viagem no mar), o estado amoroso é glosado nos seus excessos e paradoxos. O amor feminino ganha especial importância, manifestando-se em Flérida como luta interior de recusa e de entrega. O romance cantado no final conclui com a "sentença" que proclama o amor como valor em si próprio: "que contra morte e amor/ ninguém não tem mais valia." Foi a peça escolhida por Ricardo Pais para a sua primeira encenação no Teatro Nacional São João.
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O Teatro Eurasiático
Teatro Nacional São João
de Nicola Savarese
tradução de Ana Isabel Soares; prefácio de Francisco Luís Parreira
"O teatro eurasiático não é o teatro das estepes da Ásia Central: diz respeito a uma região do saber teatral, na qual as iridescentes tradições dos teatros clássicos da Ásia o Nô, o Kabuki, as danças da Índia e de Bali, a Ópera de Pequim se entretecem com as tradições do teatro europeu e ocidental. Por conseguinte, é um território onde Eurípides, Kalidasa, Shakespeare, Zeami,
a Poética de Aristóteles e o Nätyashastra indiano convergem nos limites de um único património de sabedorias teatrais. Este território tornou-se explícito no século xx, ainda que as relações, as trocas, os mal-entendidos mais ou menos fecundos entre o Oriente e o Ocidente no campo do teatro e das práticas cénicas remontem à Antiguidade: é, de facto, no século xx que o teatro eurasiático encontra eco mais amplo nos contextos, primeiro, do colonialismo e das suas tendências exóticas e, depois, do multiculturalismo. O presente livro [] dedica-se à retrospectiva do teatro eurasiático no século xx europeu, em que homens do teatro como Craig, Meyerhold, Artaud, Brecht, Grotowski, Brook e Barba extraíram das culturas asiáticas alguns dos estímulos mais profundos para as suas práticas e teorias."
Nicola Savarese
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Palco Assombrado
Teatro Nacional São João
de Marvin Carlson
Tradução de Paulo Faria e Prefácio de Regina Guimarães
"Entre os estudiosos de Ibsen é habitual dizer-se que todas as peças dele se poderiam intitular Os Espectros. [] Podemos alargar esta observação, dizendo que todas as peças de teatro se poderiam intitular Os Espectros, já que um dos aspectos universais do teatro, tanto no Oriente como no Ocidente, é o seu carácter fantasmagórico, o sentimento de retorno, a impressão inquietante mas inescapável, exercida sobre os espectadores, de que esta-mos a ver o que já vimos antes. [] Todas as culturas teatrais reconheceram este cariz espectral, este sentimento de que algo regressa no teatro, e, como tal, as relações entre teatro e memória cultural são profundas e complexas. Assim como podemos dizer que todas as peças de teatro mereceriam o título Os Espectros, com igual pertinência podemos afirmar que todas as peças constituem um jogo em torno da memória." marvin carlson O teatro é uma prática assombrada em todas as suas dimensões: texto, corpo, encenação, palco. Neste livro, vemos melhor como convivem tantos fantasmas na tradição dramática ocidental e oriental, e na memória dos espectadores.
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As Histórias de Horácio
Teatro Nacional São João
de Georges Banu
Tradução, prefácio e notas de Edmundo Cordeiro
"Hamlet expira depois de ter consumado a vingança do fantasma à custa da sua própria vida, mas não sem antes fazer um apelo a Horácio, o Homem moral, o amigo íntimo: contar a sua história, da qual o príncípe o faz legatário, para que não se desfaça nas brumas do esquecimento. (...) Na hora final, indispensável e bem-vinda, 'atribuo' a mim próprio o papel de Horácio. (...)
Georges Banu
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Contra o Teatro Político
Teatro Nacional São João
de Olivier Neveux
tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O livro de Olivier Neveux é a favor do teatro político. E, desde logo, porque o teatro é uma zona a defender. É esta a sua política. [] O livro é contra uma certa relação política-teatro e contra uma certa relação teatro-política; contra uma certa intenção da política para com o teatro, e do teatro para com a política. E, fundamentalmente, o que o livro dá a pensar, dando a ver os seus nós, são aspectos da política cultural a questão política e o sensível, sendo que uma e outro podem ter um papel nas discussões tácticas dos nossos dias. Portanto, é um livro em que a política e o teatro são pensados, ambos, contra o teatro político. Convém ler. Sobretudo, a política não pode estar não está certamente na tematização, ou na reflexão enquadrada; está, sim, na acção, incluindo a do teatro. E o teatro não pode estar não está certamente na reprodução útil, realista, do existente; está, sim, no lugar onde a poesia não chega (Genet), e que é intensamente político também. [] É um texto de intervenção, diz o autor. É essa a sua força: levanta as pedras da calçada."
Edmundo Cordeiro, do prefácio
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As Criadas
Teatro Nacional São João
de Jean Genet
tradução e prefácio de Luísa Costa Gomes
Obra primeira, inaugural do transbordar de variantes na escrita dramática de Genet, As Criadas (1947) trata de um delito cismado, sonhado, ritualizado como uma missa negra. Duas criadas irmãs congeminam o homicídio da sua patroa, entregando-se a uma espiral de jogos de representação, espaço cerimonial de um sacrifício. Em 2016, instigada pelo encenador Simão do Vale Africano, Luísa Costa Gomes traduziu pela primeira vez em Portugal a "versão Genet", aqui publicada, que difere da chamada "versão Louis Jouvet", o texto da primeira encenação dAs Criadas, tornado canónico nas inúmeras representações da mais representada das peças do dramaturgo francês. Conta Genet que, na altura da estreia, um crítico de teatro fez notar que as verdadeiras criadas não falam como as da sua peça. "Pretendo o contrário", replicou. "Porque se eu fosse criada falaria como elas. Em determinadas noites. Porque as criadas só falam assim em determinadas noites."
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Lulu - Espirito da Terra/Caixa de Pandora
Teatro Nacional São João
de Frank Wedekind
tradução de Aires Graça
A Lulu de Frank Wedekind (designação corrente do conjunto de duas pecas, Espírito da Terra e A Caixa de Pandora, que nem sempre se associaram do mesmo modo) não surge por acaso, pela primeira vez representada em Portugal, mais de um século depois das suas muitas e acidentadas versões e encenações originais. A peca fecha (ate ver) um ciclo de espetáculos de Nuno M. Cardoso iniciado com Gretchen, de G¬¬oethe (2003), e continuado com Emilia Galotti, de Lessing (2009). Três peças que, em registos muito diferentes, colocam em cena tensões e contradições provocadas pelo choque entre a pulsão libidinal do desejo e do sexo, a ordem (patriarcal e burguesa) instituída e a pulsão de morte que atravessa o destino, alimenta a força de decisão ou se esconde no inconsciente das três protagonistas femininas destas peças. A Lulu de Wedekind representará o clímax desta tradição dramática alemã, que nasce com o dealbar da ideologia burguesa emancipatória de meados do século XVIII e culmina nos ambientes urbanos, decadentes e híbridos, da fase avançada do capi-talismo moderno de finais do século XIX, com as marcas do niilismo nietzschiano a irromper por todo o lado num tecido social aparentemente sólido, mas de facto puído e esburacado. Do posfácio de João Barrento
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