O FIMP no TNSJ | 2026 | O Estado do Mundo (Quando Acordas) | Teatro Carlos Alberto | Sala Principal TeCA | quinta-feira | 15 out 2026 | 19:00
| |
Sector
|
P. Un.
|
Livres
|
|
|
Plateia
|
8,40€
|
79
|
A Cena
Teatro Nacional São João
de Valère Novarina
tradução e prefácio Isabel Morujão
ISAíAS ANIMAL: é verdade, ora diz-me lá, é mesmo verdade que a força que nos atrai e afasta nos faz ver o movimento amante do universo, e que quando estamos apaixonados encontramos num ápice o movimento estelar e a explosão asteróide - é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o universo, que cada parcela do universo é inteiramente magnetizada - é verdade, diz-me, é mesmo verdade que só o tempo explica a linguagem e que ele a expande em drama no espaço? é verdade, diz-me lá, é mesmo verdade que cada palavra poderia tornar-se um objeto, se Deus o quisesse? Aqui mesmo, no momento presente. é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o olhar que outro nos lança nos leva a ver, que o silêncio que outro nos empresta nos leva a falar? é verdade, diz-me, é mesmo verdade - é verdade que nesta peça tudo é verdade? Aqui mesmo no universo e no momento presente?
A Cena - Mais Info
A Cena - Comprar
Longa Jornada Para a Noite
Teatro Nacional São João
de Eugene O'Neill
tradução e prefácio de Luísa Costa Gomes
Eugene ONeill compôs esta "peça de antigas penas, escrita a lágrimas e sangue" entre 1939 e 1941, mas Longa Jornada Para a Noite só seria publicada e representada postumamente, em 1956, a pedido do autor. Texto-testamento ou peça-exorcismo, como se ONeill fizesse suas as palavras de Jamie, um dos quatro membros da família Tyrone: "Não consigo esquecer o passado. Esse é que é o inferno." Longa Jornada Para a Noite é um dos mais poderosos retratos teatrais da família disfuncional, obra central da dramaturgia psicológica moderna. Acorrentados uns aos outros por sentimentos de rancor, culpa e recriminação, os Tyrones são criaturas a um tempo vulneráveis e implacáveis, sarcásticas e melancólicas, gagas e eloquentes. "Gaguejar é a eloquência nativa da nossa gente, o povo do nevoeiro."
Longa Jornada Para a Noite - Mais Info
Longa Jornada Para a Noite - Comprar
Histórias do Teatro
Teatro Nacional São João
de Tobin Nellhaus
tradução
Um verdadeiro atlas do teatro, que desafia a uma viagem pelo mundo das artes cénicas. Com um panorâmica transnacional e transtemporal - alheia a fronteiras conceptuais -, Histórias do Teatro desvenda de que forma esta arte se tornou central nas culturas da Ásia, de África, das Américas e da Europa. Das práticas ancestrais às expressões mais disruptivas da actualidade, este livro integra os factores sociais, políticos e tecnológicos na caracterização de uma arte múltipla, instável e vibrante.
Histórias do Teatro - Mais Info
Histórias do Teatro - Comprar
UBU
Teatro Nacional São João
de Alfred Jerry
tradução e notas de Luísa Costa Gomes
Dom Ubu: Oh! Oh! Oh! E então, já acabaste? Agora começo eu: torção do nariz, arrancanço dos cabelos, penetração do pauzinho nas onelhas, extracção do cérebro pelos calcanhares, laceração do traseiro, supressão parcial ou mesmo total da espinal medula (se ao menos assim se conseguisse tirar-lhe os espinhos do carácter), sem esquecer a abertura da bexiga natatória e por fim a grande degolação renovada de São João Baptista, tudo isto tirado das Santíssimas Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamento, organizado, corrigido e aperfeiçoado pelo aqui presente Mestre das Finanças! Convém-te assim, ó minha seresma? Tradução e notas Luísa Costa Gomes.
UBU - Mais Info
UBU - Comprar
Primavera Selvagem
Teatro Nacional São João
de Arnold Wesker
tradução e prefácio de Ana Luísa Amaral
A peça tem três personagens: Gertie Matthews, uma actriz, Samson Martin, um arrumador de carros de dezanove anos, e Kennedy Phillips, assistente de direcção da companhia de teatro, com cerca de trinta anos. Há ainda uma quarta personagem, nomeada e presente na acção da peça, mas invisível para o público, e sem direito a falas: Tom, o filho adoptivo de Gertie, que irá morrer no final do primeiro acto, naquela que é a mais pungente cena de toda a peça. Todas as personagens são vítimas de um qualquer tipo de discriminação: Gertie porque é mulher, Samson e Kennedy porque são negros, e Tom porque é portador de trissomia 21. A problemática da discriminação está presente ao longo de toda a peça, na consciência do papel que a linguagem desempenha na perpetuação de estereótipos e na manutenção de ideologias. O mesmo é dizer na consciência de como a linguagem faz e desfaz o mundo.
Primavera Selvagem - Mais Info
Primavera Selvagem - Comprar
O Resto Já Devem Conhecer Do Cinema
Teatro Nacional São João
de Martin Crimp
tradução de Isabel Lopes
Havendo necessidade de definir a peça de Martin Crimp, ela não cabe em nenhuma simplificação, escapa ao nome, pratica o aforismo profético, a pergunta, percorre do mito à história o tempo ancestral e o presente (o da realidade e o da cena), pelo raciocínio mostra o que revela, joga na ficção associações imprevisíveis, o lírico como matéria cénica. é um teatro épico, pela narrativa e interpelação directa dos espectadores. E é um teatro do pensamento, um teatro da história, da palavra, das imagens da frase, do corpo da palavra no espaço, sua extensão e rigor sonoros, os seus sentidos e, nessa medida, também é gestual/conflitual, físico, falas que moram no corpo sabidas de coração, como diz Steiner. Estamos diante da diversidade estrutural, dramática e cénica, de um teatro integral. Do prefácio, Fernando Mora Ramos
O Resto Já Devem Conhecer Do Cinema - Mais Info
O Resto Já Devem Conhecer Do Cinema - Comprar
Emilia Galotti
Teatro Nacional São João
de Gotthold Ephraim Lessing
tradução e prefácio de João Barrento
[Emilia Galotti] é uma das poucas obras "modernas" fria e clara, sem os excessos já românticos do próprio Werther [de Goethe] do seu tempo; de uma obra que coloca a situação trágica sob a luz da modernidade possível na época: a da escolha da morte livre, e não do suicídio (a língua alemã distingue mais claramente entre as duas coisas). Por razões éticas, e não por sujeição a um qualquer "destino". É a paradoxal, já o dissemos afirmação do sujeito burguês na pessoa de uma personagem de mulher à primeira vista (e durante quase toda a acção, à excepção do final) apagada e distante, sem presença e dependente. Mas Emilia, como Werther, revela a força das suas fraquezas ao mostrar (contra a ideologia dominante da família patriarcal transformada em microcosmo que espelha a própria sociedade) que não se nasce nem se morre apenas por um determinismo biológico, por obra e graça de um destino imponderável (antigo) ou radicado no próprio carácter (moderno, shakespeariano), mas por decisão.
João Barrento Do Prefácio
Emilia Galotti - Mais Info
Emilia Galotti - Comprar
A Morte de Danton
Teatro Nacional São João
de Georg Büchner
tradução, prefácio e notas de Francisco Luís Parreira
Mercier: Ouviste, Lacroix? A igualdade brande a sua foice por cima de todas as cabeças, escorre a lava da Revolução, a guilhotina republicaniza! As galerias aplaudem e os Romanos esfregam as mãos mas não dão conta de que cada um desses lemas é o estertor de uma vítima. Atentai nas vossas tiradas, agora que se fazem carne. Olhai em volta: isto é o que haveis dito. é a pantomima das vossas palavras. Estes desgraçados, mais os verdugos e a guilhotina, são as vossas arengas depois de ganharem vida. Haveis erguido os vossos sistemas como Bajazet as suas pirâmides: com cabeças humanas. Danton: Tens razão. Hoje tudo é feito com carne humana. é a maldição da nossa época. Agora também o meu corpo vai ser aproveitado.
A Morte de Danton - Mais Info
A Morte de Danton - Comprar