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Conclusão
Auto da Barca do Inferno | Gil Vicente
|
Teatro Nacional São João
|
Sala Ricardo Pais
|
sábado | 21 nov 2026 | 19:00
Sector
P. Un.
Livres
Plateia
16,00€
155
Frisas
24,00€
2
Tribuna
16,00€
52
1º Balcão
12,00€
18
2º Balcão
10,00€
21
Camarotes 1ª Ordem
40,00€
4
Camarotes 1ª Ordem
20,00€
4
Camarotes 2ª Ordem
15,00€
4
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Veja ainda:
O Barrete de Guizos e Outras Peças
Teatro Nacional São João
de Luigi Pirandello
tradução e prefácio de Simão do Vale Africano
Luigi Pirandello nasceu em Agrigento, pequena cidade siciliana, tendo um conhecimento íntimo e próximo das pessoas que habitavam aquele interior pouco povoado e árido. A maneira como constrói os personagens a partir da sua própria concepção da língua é, para mim, o factor mais interessante, de entre vários, da sua obra. (...) Os heróis de Pirandello não têm capa, nem espada, muito menos armadura, são frágeis, têm muitas vezes uma necessidade quase educada de se expressarem. São pessoas "possíveis", por vezes feias ou velhas, que se deparam constantemente com a vida como quem se depara com uma ironia. Esta, chamemos-lhe de forma simplória, simplicidade caracterial é uma força comunicacional à qual o autor se agarra com avidez. (Do prefácio)
O Barrete de Guizos e Outras Peças -
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Neva
Teatro Nacional São João
de Guillermo Calderón
tradução Joana Frazão
prefácio de Guillermo Calderón
Neva é uma peça sobre o Chile. Um grupo de atores ensaia uma peça de Tchékhov num teatro de São Petersburgo. O mundo é doméstico; uma sala de ensaio. Lá fora, os o¿ciais do czar disparam contra o povo, que marcha para melhorar as suas condições de vida. é janeiro de 1905 e, no inverno, a margem do Neva é impossível de imaginar. Mas é possível imaginar uma mesa e a família sentada a falar de política, enquanto lá fora Pinochet manda os seus o¿ciais matar as pessoas que o querem derrubar. Escrevi Neva porque os últimos quarenta anos da história do Chile foram de¿nidos pela revolução falhada do governo socialista de Salvador Allende. Depois do golpe de Estado de 1973, os corpos também ¿utuaram por um rio, o rio Mapocho, no centro de Santiago. A partir desse momento, refugiámo-nos numa vida doméstica, enquanto lá fora acontecia tudo o que acontece numa guerra. (Do prefácio do autor, neste livro)
Neva -
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Desenho de Luz
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário / 4
Desenho de Luz -
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Ivone, Princesa do Borgonha
Teatro Nacional São João
de Witold Gombrowicz
tradução e posfácio de Luísa Costa Gomes
Príncipe: (Para Ivone.) Sabeis, assim que se olha para vós, dá-nos ganas de uma vontade de nos servirmos de vós, de vos magoar: atar-vos uma trela ao pescoço, por exemplo, ou dar-vos pontapés no traseiro, ou pôr-vos a trabalhar numa linha de montagem, picar-vos com uma agulha, ou vontade de vos imitar. Exasperais toda a gente, dais cabo dos nervos, sois uma provocação viva! Sim, há seres que parecem feitos para irritar, excitar, enlouquecer! Existem mesmo andam aí pelo mundo e cada um de nós acaba por tropeçar no que lhe está destinado. E cá estais vós, toda sentadinha, a mão com os respetivos dedos, a perna com o respectivo pé! Inédito! Maravilhoso! Sensacional! Como conseguis? Ivone: (Calada.) Príncipe: E como vos calais! Como vos calais tão bem! Tradução e posfácio Luísa Costa Gomes
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Olhai a Neve a Cair
Teatro Nacional São João
de Roger Grenier
Tradução de Manuel Freitas e Prefácio de Pedro Mexia
"Um solitário gregário, um altruísta frio, um preguiçoso prolífico, um sujeito grave e ligeiro, muito engraçado e infinitamente triste. Assim descreve Roger Grenier o dramaturgo e contista Anton Tchékhov. E talvez essa capacidade negativa de ser como toda a gente explique a extraordinária empatia dos textos de Tchékhov, a extraordinária facilidade que ele tinha em imaginar vidas como a sua, sem grandes feitos nem grandes torpezas. Este ensaio biográfico em impressões é um livro inatacável no modo como dialoga com os contos e as peças, com os testemunhos de contemporâneos e também com o Tchékhov escritor de cartas. é conhecida a última frase de Tchékhov, ponderosa e em alemão, Ich sterbe, eu morro; mas Grenier lembra-nos que essa terá sido a penúltima frase. E que Tchékhov, de copo na mão, acrescentou: Há tanto tempo que não bebia champanhe. Como se fosse o fim de uma história engraçada e triste." Pedro Mexia, do prefácio A biografia literária de um dos renovadores do teatro moderno e contemporâneo: elementar, impressiva, despudoradamente rendida ao prazer infundido pela obra de Tchékhov
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Falhar Melhor, A Vida de Samuel Beckett
Teatro Nacional São João
de James Knowlson
tradução de Fernando Villas-Boas
Tão esquivo à exposição pública quanto obsessivamente devotado à escrita, Samuel Beckett foi um dos maiores escritores do século xx. As suas peças transformaram para sempre aquilo em que o teatro viria a tornar-se. A sua vida, minuciosamente descrita neste livro, mostra como o homem se transformou no mito.
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Os Homens Morrem As Mulheres Sobrevivem
Teatro Nacional São João
de Arnold Wesker
tradução e prefácio de Fátima Vieira
Peça sobre as expectativas impossíveis do amor, "essa loucura ardente", Os Homens Morrem As Mulheres Sobrevivem (1990) questiona os falhanços amorosos de três casais sob as perspetivas feminina e masculina. Minerva, Mischa e Claire reúnem-se num jantar regado a "vinho e escárnio" para falar de homens. São os fantasmas das relações com Montcrieff, Leo e Vincent o que as assombra, até que a revelação de uma inesperada traição eclode. Arnold Wesker dá protagonismo às mulheres e aos seus momentos de partilha, enquanto reserva aos homens, representados por um só ator, "pseudodiálogos" com personagens imaginadas ou fora de cena. Tanto elas como eles veiculam traços autobiográficos de Wesker, sobretudo o dilema que o atormentou: a dupla identidade nacional (britânica) e cultural (judia). No final, o sentido do título aclara-se: as mulheres descobrem na sororidade o segredo da sua sobrevivência; aos homens, a quem não é dada a oportunidade de formar comunidade, só resta (metaforicamente) morrer.
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Jacques ou a Submissão
Teatro Nacional São João
de Eugène Ionesco
tradução e prefácio de Alexandra Moreira da Silva
O assunto principal de Jacques ou a Submissão é a linguagem, ou melhor, o processo de decomposição da linguagem, num crescendo imparável, "a todo o vapor, a galope, a pleno galope". As frases pulverizam-se no nonsense, os diálogos, mecanizados, conduzem-nos à vertigem do nada. Preso num jogo de convenções sociais de cujas regras anseia libertar-se, Jacques é conduzido, segundo Ionesco, "até à mais completa submissão, ao ponto de se resignar a uma espécie de quietude biológica". Obra emblemática do "primeiro Ionesco", nela o autor deu "livre curso à fantasia", instalando-se "no já habitual terreno dramatúrgico da banalidade e da opressão do lar". Palavras da tradutora Alexandra Moreira da Silva, que cita a ensaísta norte-americana Susan Sontag, para quem Jacques ou a Submissão era "uma peça realmente notável e bela".
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Impressão: Nova Identidade Visual do TNSJ
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário/5
Impressão - Nova Identidade Visual do TNSJ
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Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos
Teatro Nacional São João
de Tom Stoppard
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Rosencrantz e Guildenstern, personagens secundárias no Hamlet de Shakespeare, passam a personagens centrais na peça de Tom Stoppard; centrais e, quase que abusivamente, sempre presentes em cena, sem deixarem, ainda assim, de ser secundárias, subalternas, derivadas. é este o jogo e o gozo da escrita teatral de Stoppard. Gozo que não terá sido totalmente puro e inocente, antes contendo uma certa dose de maldade, talvez a necessária para que o jovem escritor tinha 29 anos em 1966, quando a peça se estreou se pudesse afirmar face ao dramaturgo dos dramaturgos. Do prefácio, João Paulo Esteves da Silva
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Noite de Reis ou Como Lhe Queiram Chamar
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução, prefácio e notas de António M. Feijó
Uma rapariga disfarça-se de pajem e intercede, junto de uma mulher, em nome de um homem.
A este nó central enreda-se um entrecho secundário, dramatizando-se assim uma teia de deliberados logros sobre a circulação do desejo. Shakespeare tece esta comédia sob uma "luz terna e lenta", mas não esconde linhas de sombra, que tanto sublinham a "sexualidade cansada" das suas personagens como a indecidibilidade da verdade. Diz o bobo: "A verdade não a posso expor sem palavras, e as palavras tornaram-se de tal modo falsas, que me repugna travar-me de razões com elas." Peça contemporânea de Hamlet, Noite de Reis faz da sua "imponderabilidade mozartiana" um contraponto à natureza sanguínea das grandes tragédias do autor. A tradução, originalmente feita para a encenação de Ricardo Pais, é de António M. Feijó, que a reviu para esta edição.
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As Bruxas de Salém
Teatro Nacional São João
de Arthur Miller
tradução e prefácio de Fernando Villas-Boas
posfácio de Arthur Miller
"As Bruxas de Salém foi um acto de desespero." Nestas palavras, Arthur Miller sinaliza o paralelo que com esta peça quis traçar entre dois períodos negros de caça às bruxas na América: o do julgamento de homens e mulheres acusados de bruxaria na pequena comunidade de Salém, em 1692, e o do macarthismo, nos anos 1950, de que também foi vítima. Do seu epicentro um fascínio primevo pela paranóia, que sacrifica indivíduos na sua fúria colectiva alastra o medo, a força que a atravessa. A angústia das personagens sobrevém de não terem palavras para dizer a sua verdade, até mesmo na mais pura intimidade. A honra e o nome incandescem na prova de fogo do processo judicial: "Como posso eu viver sem o meu nome?", pergunta John Proctor. Puritanismo, manipulação política, vingança privada, delação, culpa achas que ardem no cadinho desta peça.
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